Quando alguém descobre que precisa de mais magnésio, a primeira reação costuma ser procurar um pote, certo? Só que antes disso vale olhar o prato, porque o mineral está espalhado em diversos alimentos.
O problema é que ele se perde num monte de etapas entre a lavoura e o jantar, e quase ninguém repara nisso. Por isso, vamos te mostrar onde o magnésio está, por onde ele escapa antes de chegar ao prato e em que ponto vale pensar em suplementação. Boa leitura!
Onde o magnésio está de verdade
Para começar, o magnésio fica no centro da clorofila. Então, tudo que é folha verde escura carrega o mineral: couve, espinafre, rúcula, brócolis. Agora, fora das folhas, ele se concentra em três grupos:
- Castanhas e sementes. Castanha-do-pará, amêndoa, semente de abóbora e de girassol
- Grãos integrais e leguminosas. Feijão, grão-de-bico, lentilha, aveia e arroz integral
- Cacau. Chocolate amargo com alto teor de cacau
Sabe o que esses grupos têm em comum? São alimentos que a mesa brasileira média foi deixando de lado enquanto trocava arroz integral por arroz branco, feijão diário por proteína rápida e fruta por ultraprocessado.
Por onde o mineral escapa
O refino leva embora
O magnésio do trigo e do arroz mora no farelo e no gérmen, justamente as partes que o refino tira. Quando a farinha fica branca, o mineral já saiu. É a razão de o pão francês e o arroz polido praticamente não contarem nessa conta, mesmo aparecendo todo dia.
A água de cozimento leva junto
O magnésio dissolve-se em água. Por isso, se você ferve o brócolis e joga a água fora, boa parte do mineral vai pelo ralo. Cozinhar no vapor, refogar rápido ou aproveitar o caldo resolve isso.
O solo entrega menos
Há décadas de estudo mostrando que o teor mineral de hortaliças e grãos caiu conforme a agricultura se intensificou. A comida continua sendo comida, mas a mesma porção de espinafre de hoje não é idêntica à de cinquenta anos atrás.
O corpo absorve uma parte
Mesmo comendo bem, ninguém aproveita tudo. Fitato, presente em grão integral e semente, se liga ao mineral e reduz o quanto é absorvido. Deixar o feijão de molho na véspera e trocar a água ajuda, e é exatamente o que a cozinha brasileira já fazia.
Quanto é o suficiente
A recomendação diária de magnésio adotada no Brasil é de 260 mg para adultos, segundo a RDC 269/2005 da Anvisa. Montamos a conta de um dia que fecha esse valor e ela pede algo como um prato de folhas, uma porção de leguminosa e um punhado de castanha.
Quem consegue manter isso provavelmente não precisa suplementar. Já quem passa metade da semana comendo fora, pula o feijão ou vive de comida prática dificilmente chega perto.
Quando o pote entra na conversa
Suplemento repõe o que a comida não entregou. Não substitui a comida, não trata doença e não compensa uma alimentação desestruturada.
Faz sentido pensar nele quando a comida não fecha a conta e aparecem os sinais de que você pode estar com déficit de magnésio, como cãibra recorrente, sono ruim e tensão muscular no fim do dia.
Se você chegar nesse ponto, a próxima pergunta é qual forma de magnésio escolher, porque elas absorvem de jeitos diferentes. Explicamos a lógica no artigo Por que magnésio com 7 fontes. O Magnésio 7.0 da Foziê declara no rótulo quanto de magnésio elementar entrega por dose, que é o número que decide a compra.
Perguntas frequentes
Dá para repor magnésio só com comida?
Dá, desde que folha verde, leguminosa e castanha apareçam todos os dias. A dificuldade raramente é a comida certa existir, e sim ela caber na rotina sem falhar.
Banana tem muito magnésio?
Banana tem magnésio, mas não é das fontes mais densas. Ela virou um exemplo famoso por causa do potássio, que é outro mineral.
Chocolate conta?
Chocolate amargo com alto teor de cacau conta. Chocolate ao leite tem pouco cacau e muito açúcar, então não serve como estratégia.
Cozinhar destrói o magnésio?
Não destrói, dissolve. O mineral sai do alimento e fica na água. Aproveitando o caldo, você não perde quase nada.
Água mineral tem magnésio?
Algumas têm, e o rótulo informa o teor. A quantidade varia demais entre marcas para servir como fonte principal.
Aviso: suplemento alimentar não substitui alimentação equilibrada nem tratamento médico. Consulte um profissional de saúde em caso de dúvida.